Coração de Estudante





terça-feira, 25 de novembro de 2014

TRIBUTO A MANOEL DE BARROS


Manoel de Barros (Cuiabá19 de dezembro de 1916 — Campo Grande13 de novembro de 2014)

Manoel de Barros, poeta brasileiro, irreverente na sua escrita, foi subversivo ao formalismo gramatical e criou uma literatura que encanta os leitores pela forma onírica e sinestésica de lidar com as palavras.



DESENHO FEITO POR THAIS MARINHO SANTOS - 1 ANO B, MATUTINO



POEMA PRODUZIDO POR KEZIA MACIEL - 1 ANO B, E. M.  -MATUTINO


Produção de: Suélen Souza e Cibele Maria
Produção- desenho: Déborah Steffane; texto: Sabrina

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A árvore dos sonhos!!


Formação humana também é conteúdo relevante dentro do currículo escolar:

 valorização dos sujeitos do processo educativo, 
cultura, conhecimento formal  são pontos de aproximação tornando uma escola inclusiva.

Parabéns professora Cláudia!!! (matemática)



domingo, 23 de novembro de 2014

SA NUNES HOMENAGEIA DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA


20 DE NOVEMBRO - DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

DESPERTE ESSA CONSCIÊNCIA EM VOCÊ TAMBÉM!!

HOMENAGEM DOS ALUNOS DO SÁ NUNES 


"Orgulhosamente, exaltamos nossa origem africana e referendamos a unidade de luta pela liberdade de informação, manifestação religiosa e cultural. Buscamos maior participação e cidadania para os afro-brasileiros e nos associamos a outros grupos para dizer não ao racismo, à discriminação e ao preconceito racial."

Matilde Ribeiro
Ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Produção de acróstico


Esta produção de texto foi feita com os alunos do 8 ano B, a partir de suas leituras do filme 
A culpa é das estrelas

Resultado de imagem para imagens estrelas coloridas


Acróstico é uma composição 

literária normalmente poética em que as

 letras iniciais, do meio ou do fim formam 

palavras.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Contação de história

Olá turma,
Em comemoração à semana da criança seguem duas versões de uma mesma história do nosso folclore- O MACACO E A VELHA, para diversão da criançada!!  Aproveitem, vocês vão morrer de rir!!

Mais do que somente objeto de estudo, as histórias populares encantam, divertem, fazem sonhar, pensar, refletir. Aguçam a imaginação, trazem recordações, despertam a curiosidade e motivam a criação. São vivas!!! 

O MACACO E A VELHA

O macaco e a velha

Contos populares

Turma do Aprendi legal!  Vocês já ouviram ou leram algum conto popular? Espero que goste deste logo abaixo!!


Vida e morte do Malazarte

Ruth Guimarães

Dizem que Malazarte era o diabo. Pois não era e tanto não era que um dia, depois que Pedro Malazarte deu pousada a Jesus Cristo, este como sempre acompanhado de Pedro — São Pedro, o chaveiro — concedeu-lhe, em paga, o direito de fazer três pedidos.
— Quero — pediu prontamente Malazarte — que quem subir nessa figueira (apontou para uma figueira no quintal) não possa descer sem que eu mande.
— Concedido.
— Quero...
— Pede o reino do céu. — Aconselhou São Pedro.
— Quero — disse o outro sem fazer caso da interrupção — que quem entrar no meu surrão não possa sair sem minha ordem.
— Concedido.
— E quero...
— ... o reino do céu. — Insinuou São Pedro.
— Que reino do céu, o quê?! Deixe de ser bobo! Quero que ninguém possa por a mão no meu boné. Só eu.
— Concedido.
Somente depois que eles partiram lembrou-se que não tinha pedido nada.
— Não há de ser nada.
Chamou o diabo, pediu-lhe dinheiro e prometeu-lhe a alma, em troca.
— Daqui a dez anos pode vir me buscar.
Daí a dez anos, o diabo apareceu.
— Vou fazer o meu testamento. Você, se quiser, pode subir naquela figueira e ir comendo uns figos enquanto me espera.
O diabo assim fez e, quando quis descer da árvore, não pôde.
Esforçou-se, ameaçou, pediu, e, por fim. Pedto soltou-o com a condição de lhe deixar mestre satanás mais vinte anos de vida. Daí a vinte anos o diabo voltou. Pedro disse:
— Meu surrão está pronto. Quer me ajudar a amarrá-lo?
O diabo foi ajudar, mas quando estava bem perto, Pedro o empurrou para dentro. Por mais que esperneasse, não conseguiu sair. Então Pedro disse:
— Você pode ir embora, mas está desfeito o nosso trato. Nunca mais me ponha os pés aqui.
O diabo deu o fora. E Pedro acabou indo para o céu, por artes do bonezinho. Foi assim: Morreu. Apareceu no céu e São Pedro bateu-lhe com a porta na cara. "Você não quis pedir o reino do céu, agora aqui você não entra".
— Está bem — resignou-se Malazarte. — Então vou para o inferno.
Foi ao inferno e o diabo não o quis lá. Voltou ao céu e pediu a São Pedro que, já que não era possível entrar que o deixasse ficar sentado à porta. São Pedro encolheu os ombros.
— Se é só isso...
Pedro ficou. Não demorou muito aproveitou-se de uma distração do santo chaveiro e atirou o bonezinho para dentro. Acontece que ninguém podia pegar no bonezinho. E acontece também que quem entra no céu não pode mais sair — pormenor típico de várias histórias populares do tipo desta. E, assim, o Malazarte entrou para pegar o boné e ficou no paraíso.
(Vale do Paraíba, 1940, informante idosa, analfabeta.)

A mesma história é conhecida na Espanha. Foi recolhida uma variante em Rio Tuerto, Santander, por Aurélio M. Espinosa, que a registrou em Cuentos populares españoles. Nossa versão, a personagem central é, em vez do Malazarte, Juan Soldão...
Decalcado no mesmo lema, o que demonstra a sua difusão na França foi o contoFederico, de Prosper Merimée.
Vim a saber do fim — por assim dizer — finalíssimo — do Malazarte, isto é, como Deus se arranjou com ele no céu, alguns anos mais tarde de um caipira mentiroso da alta sorocabana.
— Quando ele entrou no céu, por obra e arte do tal bonezinho mágico, cujo poder lhe foi conferido por Jesus, em suas andanças pelo mundo, Deus Nosso Senhor, pai de todos falou:
— Não quero que você fique aqui dentro, virando a cabeça de tudo quanto é santo. Já chega a Pedro que você enganou.
Arranjou um montão de trigo e deixou o Malazartes a um canto, contando os grãos, para que ele não tenha tempo de conversar com mais ninguém.
Há uma outra lenda que justifica medida do Todo-Poderoso. Segundo referem alguns dentro da tradição oral do Vale do Paraíba, Pedro sentou-se às portas do paraíso e manhosamente puxou prosa com São Pedro:
— Escute aqui, velhinho...
São Pedro encrespou tempestuosamente as sobracelhas.
— Escute aqui, faz tempo que o senhor é chaveiro?
— Desde que subi ao céu, com Jesus Cristo, meu mestre.
— Seu cargo é vitalício?
— É o que?
— Seu cargo é permanente? O senhor foi nomeado para toda a eternidade?
— Decerto. — Respondeu o velho chaveiro, impondo orgulho.
— E como é que o senhor sabe disso?
— Ora, o Senhor me disse.
— E se ele mudar de opinião?
— Não mudará.
— Mas se mudar? Tudo pode acontecer.
O velho coçou a cabeça.
Malazarte insistiu:
— O senhor não tem nenhum documento, nenhum contrato, que garanta seus direitos? O senhor tem só um entendimento de boca? E se um dia o senhor se desentender com o Mestre? E se ele resolver pôr um chaveiro mais moço, no seu lugar?
— É mesmo.
São Pedro trancou cauteloso a porta e foi para dentro. Procurou Jesus e perguntou-lhe:
— Senhor, eu sou chaveiro, para a eternidade?
— Naturalmente.
— O senhor não acha melhor... o senhor não vê... eu não tinha pensado nisso... o senhor compreende... minha posição... o senhor não acha...
— Que é isso, Pedro? Desembuche de uma vez.
— O senhor não acha bom nós dois assinarmos um contrato?
Cristo franziu a testa e ordenou:
— Traga o Malazarte aqui, que ele vai ficar contando areia, para não ficar enchendo a sua cabeça e a de todos os meus santos.
Parece que a origem da tarefa de contar grãos e contar areia é peninsular. Constantino Cabal — Mitologia ibérica — cita o caso de um trasgo de mãos furadas. Puseram-no a contar grãos de linhaça e ele não pôde, por causa das mãos furadas. Leite de Vasconcelos dá em Tradições populares de Portugal, notícia de um curioso fradinho de mão furada, que entra pelo buraco da fechadura e dá pesadelos. A antiga lenda peninsular do duende de mãos furadas se bifurca com a mudança de continente. Um ramo encontrando-se com a do saci dá o diabinho de mãos furadas. O outro encontra Pedro Malazarte e origina a lenda que afirma: Pedro Malazarte está no céu contando trigo.

(Guimarães, Ruth. "Vida e morte do Malazarte". Revista do Globo. Rio de Janeiro, 26 de julho de 1949)

segunda-feira, 22 de setembro de 2014



Oi Turma do 6 ano A,  
O projeto terminou, mas o blog não.... 
Vamos continuar dando manutenção ao nosso blog Aprendi legal!
Vamos utilizá-lo para enriquecer nossos conhecimentos? É uma proposta  legal!
Tire um tempinho pra visitá-lo.  Assim que puder estaremos postando coisas interessantes. Segue abaixo, dois links para vocês aprenderem se divertindo.

http://www.klickeducacao.com.br/2006/ativint/jogos/jogofront/0,5982,POR-291-2,00.html

http://educarparacrescer.abril.com.br/mini-jogos/superlativos/

domingo, 21 de setembro de 2014

CONCLUSÃO DO PROJETO

Chegamos ao término de mais uma etapa, desejamos que esse blog desperte o gosto  e motivação pela leitura e escrita de uma maneira mais interativa, mudando a postura passiva para uma atitude ativa. 
Agradecemos aos alunos pela participação e colaboração, sem os quais  não seria viável a realização das atividades, à professora Kátia que foi parceira em todos os momentos da execução da ação pedagógica.
Muito obrigada, Turma do Aprendi legal!











A turma do Aprendi legal em plena atividade

Olá turma do Aprendi legal! 
Muito legal mesmo a colaboração de vocês nesta atividade, mostraram que  aprenderam de forma significativa.
Leituras de textos multimodais  (charges, vídeos, escritos ),por meio da tecnologia,  ampliam, de forma critica, a visão dos discentes sobre o conteúdo. Foi isso que aconteceu nessa atividade, os alunos tiveram contato com textos diversos sobre o mesmo tema, enriquecendo seu conhecimento já adquirido. Depois do diálogo em sala de aula, a turma foi levada para o laboratório de informática e postaram comentários sobre o tema no blog, tendo contato direto com a tecnologia, ou seja, atitude que demonstra os multiletramentos o qual estamos, todos, inseridos.






terça-feira, 16 de setembro de 2014

Escrita coletiva



Grupo de: Layla Vitória, Maria Eduarda,Maria Eugênia, Mislaine e Flávia


textos produzidos em grupo



Produção coletiva - 6 ano A

Grupo de: Thiago Felipe, Ana Carolina, Ludmila, Ana Luisa e Adrielle


A escrita coletiva proporciona aos alunos uma interação maior com o tema, pois antes, há a discussão e várias ideias são sugeridas, os alunos optam pela mais adequada, formando um texto mais rico e coerente.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Leitura de textos


TEXTO 01




Texto 02

Vamos observar a imagem?
Depois de refletir um pouco sobre a imagem, o que você tem a dizer, o que entendeu? Vamos começar o nosso diálogo!!!






Agora vamos ler o texto 03



Bullyng não é brincadeira!

  1. Todos os dias, alunos no mundo todo sofrem com um tipo de violência que vem mascarada na forma de “brincadeira”. Estudos recentes revelam que esse comportamento, que até há bem pouco tempo era considerado inofensivo e que recebe o nome de bullying, pode acarretar sérias consequências ao desenvolvimento psíquico dos alunos, gerando desde queda na autoestima até, em casos mais extremos, o suicídio e outras tragédias.
  2. Quem nunca foi zoado ou zoou alguém na escola? Risadinhas, empurrões, fofocas, apelidos como “bola”, “rolha de poço”, “quatro-olhos”. Todo mundo já testemunhou uma dessas “brincadeirinhas” ou foi vítima delas. Mas esse comportamento, considerado normal por muitos pais, alunos e até professores, está longe de ser inocente. Ele é tão comum entre crianças e adolescentes que recebe até um nome especial: bullying. Trata-se de um termo em inglês utilizado para designar a prática de atos agressivos entre estudantes. Traduzido ao pé da letra, seria algo como intimidação. Trocando em miúdos: quem sofre com o bullying é aquele aluno perseguido, humilhado, intimidado.
  3.  “Bullying diz respeito a atitudes agressivas, intencionais e repetidas praticadas por um ou mais alunos contra outro. Portanto, não se trata de brincadeiras ou desentendimentos eventuais. Os estudantes que são alvos de bullying sofrem esse tipo de agressão sistematicamente”, explica o médico Aramis Lopes Neto, coordenador do primeiro estudo feito no Brasil a respeito desse assunto — “Diga não ao bullying: Programa de Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes”, realizado pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia). Segundo Aramis, “para os alvos de bullying, as consequências podem ser depressão, angústia, baixa autoestima, estresse, absentismo ou evasão escolar, atitudes de autoflagelação e suicídio, enquanto os autores dessa prática podem adotar comportamentos de risco, atitudes delinquentes ou criminosas e acabar tornando-se adultos violentos”.                                                                                       http://www.educacional.com.br/reportagens/bullying/






Trabalho infantil  (tema para as próximas aulas)

TEXTO 03

A proteção da criança e do adolescente é, acima de tudo, uma questão de direitos humanos. Quando foi criada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a grande novidade foi a universalização desses direitos, afirmando-se que todos os seres humanos têm direitos básicos iguais. Mas e as crianças e adolescentes? Hoje em dia parece claro que eles também têm esses direitos. Porém, se voltarmos ao início do Século XX veremos que as crianças eram tratadas como adultos pequenos, como direitos inferiores. Eram mão-de-obra barata, abundante e descartável. Em 1959, com a declaração dos direitos da criança, esse quadro começou a mudar. Um dos direitos mais importantes desta declaração é o direito a uma infância feliz. Esta infância feliz é de alto interesse social. Está provado que uma criança que sofreu maus tratos durante a formação de sua personalidade será, com grande probabilidade, um adulto violento. Nessa Declaração já constava o princípio de que deve haver uma idade mínima para o ingresso no trabalho.
Em 1989 foi editada pela ONU a Convenção sobre os Direitos da Criança, ratificada pela quase totalidade dos membros da ONU, excetuando apenas a Somália e os Estados Unidos da América. Também neste documento consta a exigência de uma idade mínima.
No âmbito da Organização Internacional do Trabalho foram editadas as Convenções 138 e 182. A primeira estabelece a idade mínima de 15 anos para o trabalho e a segunda reconhece que existem formas de trabalho infantil que devem ser combatidas prioritariamente. O Brasil ratificou ambas as convenções.
A Constituição Brasileira, em acordo com a legislação internacional, fixa em 16 anos a idade mínima para o trabalho, permitindo que um jovem trabalhe como aprendiz a partir dos 14 anos. O nosso país tem levado a sério a proibição e o Governo Federal formulou um programa específico, denominado Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil (PETI), implantado em grande parte dos municípios brasileiros. E na prevenção existe o programa Bolsa-Escola Federal.
Por outro lado, tomemos como exemplo duas das piores formas de trabalho infantil, a exploração sexual comercial e a exploração pelo narcotráfico. Quanto à primeira, já no governo Fernando Henrique se criou o Projeto Sentinela, um programa de enfrentamento do problema concreto, embora tímido. No atual governo anunciou-se que o tema terá prioridade.
Quanto à exploração de crianças e adolescentes pelo narcotráfico, o governo mal começou o debate. Quanto às crianças e adolescentes que já estão sendo exploradas, reconhecemos a dificuldade de implantação de projeto específico, apesar de não ser impossível. Porém existem medidas imediatas de prevenção que já deveriam estar sendo buscadas, que passam pela criação de alternativas de geração de renda, de lazer, de esporte e de cultura. Mas, acima de tudo, é preciso que os jovens vejam exemplos de pessoas da sua comunidade que conseguiram melhorar de vida por meio do estudo e do trabalho digno.
Existe ainda uma outra forma de trabalho infantil que se enquadra entre as piores formas por prejudicar a saúde, a segurança ou a moral das crianças, que é o trabalho nas ruas. No Distrito Federal, o Fórum de Erradicação do Trabalho Infantil sugeriu ao Governo local, em novembro de 2001, que promovesse o cadastramento das crianças que trabalham nas ruas para inscrição no PETI. Paralelamente, houve articulação com Prefeituras das cidades próximas e com o Governo Federal para que estas crianças e adolescentes pudessem efetivamente ser inscritas no programa. Contudo, até hoje não foi feito tal cadastramento, resultando na presença de crianças e adolescentes em cada sinal de trânsito do Distrito Federal, em cada bar da cidade, vendendo todo tipo de produto.
A sociedade tolera o trabalho infantil partindo da premissa de que o trabalho faz distanciar da vadiagem, da droga, da prostituição. É preciso criar, então, uma terceira alternativa: a da criança que freqüenta a escola, que come pão com goiabada no recreio, que brinca de boneca e carrinho, que vai ter lembranças felizes do que é bentes altas, pique-de-esconder, passa-anel, bambolê, jogo da amarelinha, pique-bandeira, bola de gude, queimada e bilboquê; que vai cantar cantigas de roda, atirando o pau no gato se essa rua fosse minha; é preciso ler revistinha da Mônica, do Pato Donald e do Tarzan e se encantar com o mundo de Monteiro Lobato. É urgente e indispensável que toda criança saiba disputar no “bafão” a figurinha premiada, a difícil do pacotinho, que vale a troca de bala de goma com o companheiro da calçada ou a corrida de rolimã.
Os exemplos de Lula, que perdeu o dedo como jovem torneiro mecânico e chegou à Presidência da República, ou de Marina Silva, que saiu dos cafundós das seringueiras para ser ministra de Estado, ou da menina empregada doméstica que transformou Benedita da Silva em outra ministra, são exceções à regra de que é preciso trabalhar jovem para vencer na vida. Na verdade, é o contrário: a criança que trabalha, que não é protegida, que não tem estimulado o seu desenvolvimento físico e mental, sem infância segura e afetuosa, não constitui um adulto sadio e produtivo e ainda tem seqüelas emocionais e de acidentes de trabalho.
As causas do trabalho infantil, portanto, são múltiplas e complexas. Além disso, as relações entre educação e trabalho infantil também não são comuns. A solução do problema pede ações do Estado e da sociedade em várias frentes. A questão exige a mobilização da energia social, criatividade na concepção do marco legal e mecanismos eficazes para sua aplicação, além da elaboração e do desenvolvimento de programas eficientes de combate a esse fenômeno socialmente indesejável.
Autor: Alexandre Modesto Pacci
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